terça-feira, 8 de junho de 2010

Última campanha estadual contra a febre aftosa é prorrogada


Tradicional fase de vacinação foi estendida e pode ser a última no Paraná
Dulce Mazer
No dia 1º de junho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autorizou o Paraná a prorrogar a campanha estadual de vacinação contra a febre aftosa até o dia 12, próximo sábado. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) havia realizado, durante todo o mês de maio, aquela que deve ser a última campanha contra a doença. A expectativa era de que fossem imunizados cerca de 4,6 milhões de bovinos e bubalinos jovens, porém houve falta de vacinas no mercado. “É importante ressaltar que os produtores que ainda não conseguiram realizar a imunização informem a Secretaria da Agricultura”, afirmou o diretor do Departamento de Fiscalização e Sanidade Agropecuária da Seab (Defis), Marco Antonio Teixeira Pinto. Para cada animal não vacinado o produtor poderá ser multado em R$ 91,05, além de ter que vacinar posteriormente seus animais. A dose da vacina custa, em média, R$ 1,50.
Para que este seja o último esforço de imunização realizado no Paraná, uma região fronteiriça, a Seab precisa comprovar a capacidade de manter o estado longe da doença com um serviço eficiente de vigilância e monitoramento da sanidade animal, além de manter restrições para o trânsito e importações de animais.
Decisão controversa
Apesar das inclinações do Governo paranaense, algumas entidades da cadeia produtiva discordam da decisão. Mesmo sendo favoráveis ao processo de erradicação da aftosa no estado do Paraná, os representantes da Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte (ANPBC), decidiram condicionar o prazo para a suspensão das campanhas de vacinação.
Apenas em maio de 2008 o estado recuperou o status de área livre de febre aftosa perante a Organização Mundial para Saúde Animal (OIE). A expectativa do Governo do estado é que, livre da aftosa sem vacinação, seja possível disputar mercados mais rígidos, como países da Ásia, Europa e os Estados Unidos, investindo numa pecuária cada vez mais tecnificada, pastagens de qualidade, rebanhos de alto valor genético, atenção ao manejo e à sanidade animal.

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