quinta-feira, 6 de maio de 2010

Esporte Espetacular

Um espetáculo. Dança, teatro, esporte e principalmente bom humor. Quem foi ao ginásio Moringão na noite desta quinta-feira (dia 6 de maio) conferiu uma grande apresentação dos americanos do Globetrotter. A equipe viaja o mundo encantando espectadores em partidas-exibições de basquetebol. Não o basquetebol tradicional, mas um basquete divertido, onde acrobacias e brincadeiras entre os jogadores dão o tom do jogo.

As quase quatro mil pessoas presentes não sabiam direito o que esperar. A noite começou com jovens da CUFA – Central Única de Favelas – fazendo a partida preliminar. Dezoito minutos de exibição ao som de Hip Hop nacional. Depois disso o jogo de luzes montado pela produção dos Trotters envolveu a platéia em um clima de NBA. Antes da festa tão esperada, o prefeito Barbosa Neto – recebido com vaias – homenageou a ex-jogadora e símbolo do basquete nacional Hortência.

O primeiro ato da peça teve o mascote Trotter como protagonista. Um simpático boneco animou a platéia com sua dança no melhor estilo Michael Jackson, com direito a moonwalk e passos de thriller. Convidou três crianças da platéia para uma dança da cadeira para ter o prazer de trapacea-los. Em seguida houve a apresentação do primeiro Trotter brasileiro de todos os tempos na equipe Wilson de Melo. Mas ela foi logo ofuscada pelo brilho dos gigantes americanos.

Um a um eles vieram a quadra e contagiaram o público com suas acrobacias e animação. O circo é liderado pelo veterano capitão da equipe, o camisa 21, Special K. Ele assume o picadeiro e comanda a festa. Quando o jogo começa a multidão não se contém. Encantados e ao mesmo tempo confusos pela rapidez e beleza das jogadas – geralmente finalizadas com enterradas impressionantes – as pessoas levantaram de seus assentos e começaram a gritar.

Paralizações para danças e encenações são constantes durante o jogo. O bom humor pontua cada uma dessas intervenções. Os jogadores convidam pessoas da platéia para participar da folia. Depois de dois tempos de nove minutos (que com as interrupções totalizaram quase 40 minutos) os jogadores saem para o intervalo e uma parte do público deixa o ginásio acreditando que a partida estava encerrada.

Pior para as pessoas que foram embora antes da hora. Perderam mais 40 minutos de pura magia. Essa foi a impressão que os Trotters deixaram nas milhares de pessoas no Moringão: que são mágicos. Jogadas inpensáveis são realizadas pelos jogadores americanos diante dos olhos de espectadores admirados.

O placar da partida? Se essa pergunta for feita a qualquer um dos presentes acredito que ele vai ter dificuldades em responde-lá. Em um espetáculo como esse o resultado é o que menos importa. Mas se perguntados sobre as jogadas que viram, cada um vai ter uma história cheia de detalhes e particularidades para contar.

Só por registro, o jogo terminou 84 x 60 para os Trotters. Contra quem eles jogaram? Boa pergunta...

QUEM FICOU CURIOSO PRA VER ESSAS ACROBACIAS, ESSE VÍDEO MOSTRA ALGUMAS DAS MÁGICAS DOS TROTTERS

Cesar Makiolke

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