domingo, 27 de junho de 2010

Aumento da passagem


Quem for viajar de busão no próximo mês, prepare o bolso. A partir de 1° de julho, as passagens de ônibus de linhas interestaduais e internacionais, com percursos de longa distância, terão reajuste de 2,13%. A autorização foi dada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no último dia 25. O reajuste não se aplica às linhas interestaduais semiurbanas, isto é, aquelas cuja distância percorrida é menor que 75 quilômetros.

- Fernando Silva

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São João e a Pamonha

Roberto Camargo

A relação é basicamente temporal, uma vez que o santo mais festejado do Brasil é lembrado em junho, mês de festas no interior, de fogueiras, mastros e paus de sebo. E, é claro, dos deliciosos quitutes de milho, entre eles a saborosa pamonha.

Na certa, o Baptista que herdamos da tradição cristã europeia devia ter lá outras referências gastronômicas, mas para mim ele evoca os gostos e cheiros dessa época de missas, novenas e rojões. O amendoim torrado, a broa de fubá com erva-doce, o gengibre, o cravo e a canela no fumegante bule de quentão, a pipoca e a parafina queimada na mecha do balão. Opa, era só um “chinezinho”, gente! Aquele balãozinho de nada que voava dois minutos e caía no quintal do vizinho, já apagado.

Mas a pamonha é um capítulo à parte, ainda que não seja exclusiva das festas juninas - ou joaninas, segundo alguns historiadores. Na verdade, o milho verde, matéria prima da pamonha, é fartamente encontrado no mês de janeiro. Pelo menos no sul e sudeste brasileiros, onde o plantio das lavouras é feito assim que caem as primeiras chuvas da primavera.

De altíssimo valor nutritivo, esse cereal foi a base da alimentação dos povos nativos do nosso continente, quando ele ainda não se chamava América. Se não bastassem seus carboidratos, proteínas e lipídeos, vitaminas, sais minerais e fibras, as possibilidades culinárias do milho são inúmeras. Você, com certeza, já provou um bolo, um cural, um virado ou uma sopa de milho com cambuquira. Que seja! Na pior das hipóteses já abriu uma latinha de milho em conserva para reforçar a mistura, ou não? Mesmo assim, de todo o milho produzido no Brasil, a parte destinada diretamente à alimentação humana não chega a 10%.

Mas, talvez, o melhor sabor do milho seja o da família reunida para fazer pamonha. Os tios ralando intermináveis espigas, em meio a um converseiro animado. As tias costurando a palha para receber a massa cozida de milho. A mãe pilotando o panelão com sua fama de boa cozinheira, garantia de qualidade do produto final. E a criançada, que delícia, correndo pelo quintal e inventando mil maneiras de se divertir.

O tempo passou, e o menino aqui cresceu. Mas o sabor das tardes e das pamonhas, os anos não apagaram. Fui com ele me reencontrar já cursando faculdade em Piracicaba. Terra da pamonha? Que nada, eu só via canaviais! Naquele eixo caipira, de Piracicaba a Sorocaba, passando às vezes por Tietê ou Porto Feliz, apontei muitas vezes o polegar para a estrada, à espera de um motorista solidário. Viajando de graça, colecionei algumas histórias, e a que não esqueço jamais é a do pamonheiro que me deu carona.

Querendo ser simpático, rasguei elogios para a “Pamonha de Piracicaba” que ele vendia, uma verdadeira instituição nacional! Que surpresa, a minha. Piracicaba, uma ova, disse o pamonheiro. Eu compro pamonha onde eu estiver: Araçoiaba da Serra, Capela do Alto, Tatuí... A gravação é só pra chamar a freguesia, sabe como é a fama, não é? Foi minha primeira lição de marketing, que nunca mais esqueci.

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Anatel amplia tarifação local nas regiões metropolitanas


O Conselho Diretor da Anatel aprovou nesta na última semana uma proposta de atualização do Regulamento de Áreas Locais do STFC, ampliando a abrangência da tarifa local nas regiões metropolitanas dos estados brasileiros. Segundo a agência, a medida tem potencial para beneficiar 63 milhões de brasileiros que hoje pagam interurbano em suas chamadas dentro dessas regiões e poderão passar a pagar apenas tarifa local. 


A mudança consiste no alinhamento do conceito de "área local" ao de "região metropolitana", fixadas por cada um dos estados. Assim, a área local passa a abranger todos os municípios "pertencentes a uma região metropolitana ou região integrada de desenvolvimento que tenham continuidade geográfica e pertençam a uma mesma Área de Numeração (DDD)", de acordo com informações divulgadas pela Anatel.


Para a região de Londrina, não havéra mudança. As cidades que compõe a região metropolitana já recebiam tarifação local desde 2002 por meio de medida judicial. Assim, a proposta da Anatel põe fim ao litígio.


Com Informações da Teletimes News



Adam Esteves

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A Copa coloca a África no mapa mundi

Já estamos nas oitavas de final. Mais de cinquenta jogos e aos poucos vamos nos acostumando à trajetória estranha da jabulani e ao barulho das vuvuzelas. Bem mais fácil, porém, é se acostumar ao visual alegre dos anfitriões da Copa. Mais que partidas de futebol, algumas de qualidade discutível, outras peladas incontestáveis, esta Copa tem servido para colocar não só a África do Sul, mas todo continente africano no mapa mundi, e motivos não faltam.

A África do Sul é um país diferente. Mestre em confundir jornalistas com suas três capitais: Pretória é a capital executiva, Cidade do Cabo a legislativa e Bloemfontein a judiciária. Além disso, há onze línguas oficiais. O inglês é apenas a quinta mais falada. Para quem deseja fazer intercâmbio com foco em fluência na língua é bom se lembrar disso. Para quem quer diversidade cultural e belas paisagens naturais este é o lugar certo.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Meirelles dirige roteiro de Peter Morgan

A nova produção de Fernando Meirelles, chamada de 360, tem o roteiro assinado por Peter Morgan (autor de excelentes roteiros como os de A Rainha, de 2006, e Frost/Nixon, de 2008). A informação é do site Deadline Hollywood,que tambem adiantou que o filme vai ser co-produzido pela ORF Fernsehfilm e BBC Films.
A história vai tratar da moralidade sexual existente entre classes sociais diferentes, conectando a história de diversos personagens. Com a notícia, Meirelles apenas confirma a tendência que ele demonstrou no ''Ensaio sobre a cegueira'', de ''desnaturalizar'' seus filmes do âmbito nacional e, dessa forma, imprimir a eles uma característica tipicamente hollywwodiana. 

Márcia Malcher

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Jornalismo sem fronteiras

Prática desonrada essa nossa, sobretudo quando nos permitimos cumprir pautas que relatam mediocridades do mundo moderno. Essa porra aconteceu mais ou menos de forma causal entre G1 e Lúcio, zagueirão do nosso esquete papa-hexa.

Explico: a Globo fez uma matéria sobre jogadores da Copa que tiram suas sobrancelhas e como essa prática tem aumentado entre homens do RJ. Na matéria, a repórter seleciona algumas fotos para uma esteticista (ou sei lá o quê) e pergunta sobre as sobrancelhas feitas de cada jogador da Copa (Cristiano Ronaldo, Liédson, etc) e das sobrancelhas de jogadores que nunca tiveram essa prática - entre eles, Lúcio.

Surpresa: hoje entro no Gazeta Esportiva para conferir notícias do dia e me deparo com a justiça jornalística sobre os olhos de Lúcio. Será que bateu na consciência?




Marcelo Ramalho

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

CNA promove debate entre presidenciáveis com enfoque na discussão ambiental



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai realizar um encontro com os candidatos à presidência da República no próximo dia 1º de julho, das 9h às 13h, na sua sede, em Brasília. O evento será transmitido ao vivo pela internet no site http://www.cna.org.br/ site do Canal do Produtor, que é mantido pela Confederação. O ex-governador de São Paulo, José Serra, candidato pelo PSDB, e a ex-ministra Marina Silva, candidata pelo PV, já confirmaram presença no evento que tratará das grandes questões que dificultam o desenvolvimento do campo brasileiro, entre elas o novo código florestal. A ex-ministra Dilma Rousseff informou que não poderá estar presente por problemas de agenda.


Durante o encontro, os candidatos receberão um documento  com os questionamentos do setor agropecuário brasileiro, suas necessidades emergenciais e projeções para o futuro. A proposta dos ruralistas é questionar os candidatos sobre as soluções que pretendem adotar para os grandes gargalos que impedem a atividade agropecuária de melhorar ainda mais seu desempenho e lucratividade.


A senadora Kátia Abreu subiu ontem (22), na Tribuna do Senado para falar sobre o Código Florestal. "É uma questão que deve ser tratada com racionalidade e apoio da ciência, e não como dogma, religião ou reserva de mercado". A manifestação da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) acompanhou duras críticas aos ambientalistas, chamados de defensores radicais da manutenção do atual texto do Código. Na sua avaliação, são pessoas que fogem do debate no Congresso Nacional e se consideram os únicos defensores da questão ambiental, mas não apresentam, de fato, os seus argumentos na defesa dos seus interesses, mas acusam os produtores rurais de promoveram a devastação do meio ambiente.

Senadora Katia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Dulce Mazer

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